PSICÓLOGA CLÍNICA | COMPORTAMENTO ALIMENTAR

Prazer, sou Rafaelle Oliveira.

Sou psicóloga clínica há 13 anos e meu trabalho é dedicado a ajudar pessoas que vivem uma relação difícil com a comida.

Pessoas que sabem o que deveriam fazer para cuidar da alimentação, mas encontram dificuldade para transformar esse conhecimento em comportamento.

Que começam a semana determinadas a fazer tudo certo, mas, diante de um dia difícil, de uma emoção intensa ou de algo que saiu do planejado, sentem que perderam novamente o controle.

Ao longo da minha experiência clínica, compreendi que, para muitas dessas pessoas, o problema não é simplesmente não saber o que comer.

É a dificuldade de lidar com tudo aquilo que acontece antes, durante e depois do comportamento alimentar.

Rafaelle Oliveira sentada em seu escritório, segurando uma xícara

A relação com a comida não começa e termina no prato.

Muitas pessoas chegam à terapia depois de inúmeras tentativas de emagrecer, controlar a alimentação ou manter o peso que conseguiram perder.

Já fizeram dietas, estabeleceram regras, eliminaram alimentos e prometeram que, dessa vez, seria diferente.

Mas continuam presas a padrões que se repetem.

O pensamento de que precisam aproveitar tudo antes de começar uma dieta.

A sensação de que, depois de comer algo fora do planejado, o dia já está perdido.

A promessa de recomeçar na segunda-feira.

O uso da comida para aliviar ansiedade, frustração, cansaço ou outras emoções difíceis.

E a culpa que aparece depois, alimentando novas tentativas de controle.

Com o tempo, essa dinâmica pode se transformar em um ciclo de restrição, exagero, culpa e recomeço, frequentemente acompanhado pelo efeito sanfona.

Não se trata apenas de saber o que fazer. Trata-se de compreender por que é tão difícil fazer diferente.

Meu trabalho não é ensinar você a ter mais força de vontade.

Na terapia, buscamos compreender os padrões emocionais, cognitivos e comportamentais que sustentam sua relação com a comida.

Isso significa investigar o que acontece nos momentos em que você sente que perde o controle, quais pensamentos aparecem antes de comer, como você reage à culpa e de que maneira a cobrança excessiva interfere nas suas escolhas.

Mas compreender não é o único objetivo.

Meu trabalho também envolve ajudar você a desenvolver, na prática, novas formas de responder à ansiedade, à vontade de comer sem fome, ao pensamento 8 ou 80 e às situações que costumam desencadear exageros alimentares.

Para que, aos poucos, você consiga reconhecer seus sinais de fome e saciedade, lidar melhor com as emoções, flexibilizar regras rígidas e fazer escolhas com mais consciência.

Sem depender de começar tudo novamente a cada segunda-feira.

O processo é individualizado, respeitando sua história, suas dificuldades e sua realidade.

“Mais do que aprender a controlar a comida, é aprender a não precisar viver em constante luta com ela.”

Você não precisa passar a vida tentando recomeçar.

Se você sente que já tentou inúmeras vezes mudar sua alimentação, mas continua voltando aos mesmos padrões, a terapia pode ser um espaço para compreender o que mantém esse ciclo e construir novas possibilidades.

Não se trata de fazer tudo perfeitamente.

Trata-se de desenvolver uma relação com a comida que seja mais consciente, flexível e possível de sustentar na vida real.

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