Comer para aliviar emoções
A comida aparece como uma forma de aliviar ansiedade, estresse, frustração, tristeza ou o cansaço acumulado do dia.
PSICOLOGIA E COMPORTAMENTO ALIMENTAR
Talvez você já saiba quais escolhas alimentares gostaria de fazer.
Já tenha tentado seguir dietas, organizar sua alimentação e estabelecer novas rotinas.
Mas, em determinados momentos, parece que todo esse conhecimento desaparece.
Você come mais do que gostaria, sente dificuldade de parar ou procura a comida mesmo quando não está com fome.
Depois, vem a culpa. E a promessa de que, na próxima vez, será diferente.
O problema é que conhecer o caminho nem sempre significa conseguir percorrê-lo.

A comida aparece como uma forma de aliviar ansiedade, estresse, frustração, tristeza ou o cansaço acumulado do dia.
Você começa a comer e percebe que está difícil interromper, mesmo quando já não está com fome ou não gostaria de continuar.
Se conseguiu seguir o planejado, sente que está indo bem. Mas, se come algo diferente, pensa que estragou tudo e acaba exagerando.
Quando decide iniciar uma dieta, sente necessidade de aproveitar determinados alimentos como se depois não pudesse mais comê-los.
Depois de um fim de semana ou de um dia difícil, surge a promessa de recuperar o controle com regras ainda mais rígidas.
Você consegue mudar sua alimentação por um período, mas encontra dificuldade para sustentar os comportamentos e acaba vivendo repetidas oscilações de peso.
Muitas vezes, tudo começa com uma tentativa de fazer diferente.
Você estabelece regras rígidas, restringe determinados alimentos e acredita que precisa seguir o plano perfeitamente.
Mas a vida acontece.
Surge um dia estressante, uma comemoração, uma vontade intensa de comer ou simplesmente o cansaço de manter tantas regras.
Quando algo sai do planejado, aparece o pensamento: “Já que saí da dieta, agora tanto faz.”
O exagero é seguido pela culpa, que alimenta a necessidade de recomeçar com ainda mais controle.
E o ciclo se repete.
O caminho não é necessariamente aprender a se controlar cada vez mais. É compreender o que mantém esse ciclo e desenvolver outras formas de responder a ele.

O que você faz diante da comida também é influenciado pelos pensamentos que aprendeu a ter sobre os alimentos, pelas emoções que sente, pelos hábitos construídos ao longo dos anos e pela maneira como lida com frustrações e situações difíceis.
Por isso, simplesmente receber mais orientações sobre o que comer nem sempre resolve a dificuldade.
É possível saber o que gostaria de fazer e, ainda assim, encontrar obstáculos emocionais e comportamentais para colocar isso em prática.
Na psicoterapia, buscamos compreender esses obstáculos sem reduzir tudo à falta de disciplina ou força de vontade.
O acompanhamento psicológico ajuda você a reconhecer os padrões que se repetem e construir respostas mais conscientes e flexíveis diante da comida.
A psicoterapia não substitui o acompanhamento nutricional ou médico quando indicado, e o processo é individualizado conforme as necessidades de cada pessoa.
Talvez o próximo passo não seja encontrar outra dieta ou estabelecer regras ainda mais rígidas.
Talvez seja compreender por que sua relação com a comida se tornou tão difícil e começar a construir novas possibilidades.
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